E quando a amizade vira amor?

Imagine dois amigos que partilham saídas à noite, gargalhadas, lágrimas, confidências e tudo aquilo que normalmente existe em qualquer amizade. Agora imagine que, de repente, um deles começa a sentir algo mais do que uma simples afinidade. Não é uma situação simples, nem rara, nos dias que correm. A proximidade que se encontra numa amizade – e que tantas vezes é difícil de conseguir em muitos relacionamentos amorosos – faz com que ela passe a ser mais do que isso. Mas será fácil perceber quando a amizade vira efetivamente amor?

“Bate, bate coração…”

Todos reconhecemos a sensação de coração acelerado quando estamos prestes a fazer algo que queremos muito. A típica ansiedade que os apaixonados sentem, sobretudo nos primeiros tempos de relação, é um dos primeiros sintomas de quem efetivamente sente algo mais do que uma simples amizade.

Borboletas no estômago

Se ao coração acelerado juntarmos as típicas “borboletas no estômago”, então não há dúvida: está apaixonado! Convenhamos que aquele nervoso miudinho que se sente na zona abdominal sempre que se vai estar ou se está na presença de alguém em particular, não é coisa que se sinta quando se trata apenas de um amigo ou amiga…

Ai, a timidez…

Sempre teve uma relação aberta e natural com essa amiga ou amigo mas, de repente, começou a ter crises de timidez? Saiba então que o rubor facial, a gaguez, a salivação e até a transpiração excessiva podem ser sinal de uma “timidez do amor”. São assim que começam as grandes histórias de amor!

O constrangimento do silêncio

Nas relações assumidas isto pode ser normal: dois apaixonados em total silêncio, simplesmente a apreciarem o outro e o momento. Agora, numa amizade isto já não é tão habitual assim. Faltam-lhe as palavras quando está com o seu amigo ou amiga e apetece-lhe congelar os momentos no tempo, como que a eternizar situações especiais? Pois, se calhar não é mesmo só amizade…

Agenda lotada

Quem normalmente se apaixona por um amigo inventa todos os motivos e mais alguns para aumentar o número de encontros. Desde um café de última hora a uma ida ao cinema, tudo é motivo para se agendar alguma coisa que permita “matar” as saudades. É isso e pensar sempre que a melhor companhia para ir a um concerto ou até mesmo à Loja do Cidadão é sempre essa pessoa…

Interpretar os sinais

Isto pode acontecer em qualquer paixão cega: ler sinais onde eles não existem. Entre dois amigos, é ainda mais fácil que isto suceda. Um olhar mais demorado, um sorriso cúmplice ou um desabafo íntimo, que seriam tão normais como até à data sempre foram, podem de repente ser percebidos como um enorme sinal de interesse. Na dúvida, e existindo à-vontade, o melhor é confirmar!

O romantismo naïf

Todos nos lembramos dos tempos de escola, em que decorávamos os cadernos com o nome de quem amávamos. Com alguma criatividade, ainda desenhávamos corações e florzinhas como adornos que confirmavam a nossa paixão. Parece então que a idade (e a maturidade) não nos rouba este lado mais ingénuo. Se dá por si a escrever o nome do seu amigo ou amiga em qualquer pedaço de papel ou se até mudou o seu nome na lista de contactos para um nickname mais “amoroso”, não há dúvidas: o amor está no ar!

É perfeitamente possível que uma amizade vire amor… é tão normal quanto os casos em que o amor vira amizade, correto? Por isso, e porque acreditamos que o amor se pode esconder nas pessoas mais inesperadas, não o deixe morrer. Enfrente os seus maiores medos e confesse a verdade ao seu amigo ou amiga. O risco? Continuar na mesma, com uma bela amizade. A lotaria? Descobrir e viver o maior amor da sua vida!

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